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terça-feira, 24 de abril de 2012

Sobre a formação

Ponte sobre o rio Chili, Misti ao fundo - Arequipa, Perú (14/07/2007)

Estranho essas honrarias àqueles de bons genes. Gente a quem a natureza foi caprichosa e findou suas dádivas. Para esses, os conselhos durante as aulas eram de pouco grado e os dois outros lado da tríade sócio-pisco-genética eram praticamente descartados.

Os que estavam perdidos foram embora sem ao menos entenderem os seus próprios desgostos. Faltaram-lhes paciência, ou será proximidade? Pois organizados ali por idade, se adequavam ao tempo certo de aprender e nada melhor do que longas provas para avaliar bem se esse tempo foi atingido.

Quem falava dispunha as sensações em uma vasta serialidade, (pois é assim que a criança aprende o mundo. Entende primeiro do que é constituída a matéria pra depois sentir fome) e absorto em conteúdo, não sabia olhar a curva de superação. Talvez faltava-lhe um pouco de vida ou ainda, vontade de viver.

Veja quem está vencendo os outros, seu dia-a-dia, seus valores! O pipoqueiro, se superou tamanhas vezes ao olhar da vida. Alguém viu?

domingo, 20 de novembro de 2011

Monólogo Sobre o Amor

The Garden of Love (Improvisation Number 27), 1912 - Kandinsky

Desde Gabriela o amor vive me pregando peças. Chega me prometendo o céu e depois me tira o chão.
Ai! Como eu me via naquele olhar. Era a primeira vez que eu esbarrava naqueles mistérios. Que as palavras eram mudas e o silêncio, reconfortante.
Me parece inocência quando lembro do medo e das incertezas de um futuro tão imenso. Do contrário, haviam duendes e fadas, pois nesse tempo a magia era forte.
E foi então que questionei o amor e na sua ausência de sentido começou a se vingar de mim por tal feito.
Eu que via tanta coisa errada no modelo convencional de laços, achava que era capaz de lutar contra ele e mostrar que não precisa ser assim. Tudo bem, não quero ceder meu olhar e enxergar da maneira como os outros vêm, mas eis o desafio, como descobrir ou explicar meu olhar?
Em poucas palavras o que penso é:
Os relacionamentos deviam perdurar começos.
Não devíamos nos preocupar em estar com alguém.
A experiência que obtemos em todas as habilidades que podemos desenvolver tem valor maior do que qualquer pessoa. 
Viemos sozinhos ao mundo e sozinhos retornaremos.
A vida é única e não devemos esperar nada além desta.
Quando pais, devemos criar nossos filhos para serem independentes. Devem conhecer a solidão e a complexidade dos laços desde cedo.

Agora misture todas em um único pensamento.

Estrada para a represa Broa - São Carlos, SP

Todo começo é bom por que tem mistérios. Temos aquelas leves impressões e procuramos saciá-las. Nessa fase tudo é tolerável, nenhuma felicidade depende da outra e a segurança de ambos é como uma áurea cintilante. Com Gabriela foi assim e por isso eu penso que foi o laço mais pleno. O medo nos separou. Pois ainda éramos jovens de mais para amar.

Então me isolei e continuei refletindo até chegar Mariana. Ela me mostrou um amor maduro e me fez rir das inquietações de um adolescente. Com ela não tinha horários nem permissões. As escolhas partiam só de nós dois. Interessante não é? Isso segue meus princípios de não ter que dar satisfação à mais ninguém além de sua companhia. Não sei por que não me deixei cativar. Na verdade, nem pensei muito nisso... e mais uma vez estava só.

Foi então que comecei a dançar. O amor que oscila deve seguir algum ritmo, quem sabe aprendo seus passos, pensava comigo. E dançando conheci Emanuelle que estranhava meus pensamentos. Quis me curar, mostrar que as coisas são simples e que basta o deixar-se levar. Mas sabe qual é uma das principais  confusões que as pessoas fazem? Acham que precisam preencher um certo vazio. Que somos metade e que só existe prazer a dois. Então você vai me dizer que isso faz parte da natureza? Vai  citar Schopenhauer referindo-se ao nosso intuito de perpetuar a espécie? Que quando olhamos para o outro gênero estamos induzindo nossa prole? Pois bem, nossa espécie não é a única e nem a mais sábia delas. Tanto que nem seremos capazes de destruir a terra, mas sim nossa própria espécie. Por que em alguns milhões de anos a terra estará novinha em folha, desde que não exista pragas com forças contrárias ao meio.

Bosque dos Jequitibás - Campinas, SP
Bom, com Emanuelle também não deu certo... E depois disso até tentei evitar um novo laço. Mas, Hosana surgiu e mesmo eu dizendo, "não goste de mim" (achando que poderia funcionar), "o fim" não deixou de ser trágico. Inclusive tenho problemas com isso. Tenho algumas atitudes equivocadas devido a uma certa expectativa de ser mais claro. Infelizmente ainda não somos capazes de nos comunicar usando sinais de pensamento. Eu imagino que essa lacuna são como aqueles sentimentos sem nome. Sabe? Daqueles que surgem do nada mesmo sem ser em tardes de domingo. Não temos ainda condições de explicá-los mas é sim, sentimento sem nome, ou vai me dizer que você é capaz de nomear todos? Tem certeza que só existe triste, contente, confuso e saudade? O que você acha? as palavras são um limite ou não são?
E voltando a falar de Hosana... Com ela descobri um prazer jubilatório se esgueirado em minhas fraquezas.  Nas dificuldades, pensava sobre a aguces que a sensibilidade desperta nos olhares, pois sem ela há certas coisas que nunca poderemos enxergar ou compreender. Tornemo-nos duros mas nunca insensíveis.

Relacionei os valores que temos com aquela necessidade de "achar a tampa da panela" e pensei. Bom, já que é pra buscar alguém (algo que não concordo) por onde devo andar? Num bar? ou olhando em latas de lixo? Quem tem mais valor?

(Será que aqui tem pessoas interessantes?) 
Missionários do Blues - SESC in Blues, Ribeirão Preto - SP
(Ou essa opção é melhor?)
Tusca 2010 - São Carlos, SP
Me parece só uma questão de valores os lugares que frequentamos.

Continua...

sábado, 11 de dezembro de 2010

Sobre Valores, Instruções, Códigos e Linguagem

Ipê-branco UFSCar, São Carlos - SP (26/07/2010)

Somos como variáveis e recebemos diversos valores na medida em que as instruções da vida são executadas.

A todo momento aprendemos diversas dessas instruções. Nem sempre às entendemos e penso que são nossos olhos. Não estão acostumados com o brilho fora da caverna, pois depois que as cores tornam-se formas, não é difícil enxergar a beleza das curvas que as definem. É necessário porém, certos olhares. Uma atribuição direta de sensibilidade.

Todo código que nos expressa é complexo e como não se bastasse isso, a linguagem é restritiva. Limita tudo aquilo que sinto, tudo aquilo que intuo e que não sou capaz de compilar em minhas sensações.

Meu desejo é menor que pouco. Se média igual a seis então escrevo "tudo bem". Mas devo mesmo é ir de um até o infinito buscando a posição do maior conhecimento. Nessa função retorno a quem chamar todo o meu saber. Nem sequer preciso de parâmetros.

As instruções da vida se repetem em um loop indefinível, e cada condição, cada escolha, cada valor e até mesmo cada erro estarão nas mesmas linhas do programa, será como um eterno retorno. E com isso, todo código que escrevo, digo ou faço tem agora um peso mais pesado. É maravilhoso!

Se (é possível) and (tenho fatos) então pode não ser sempre assim. Uma sinfonia não precisa de verdades, mas sim de dons, de artistas. Assim é o programa da vida, como uma arte. Não o vejo tão exato (mas cá entre nós ele não é tão aleatório assim), o sinto como uma música onde cada nota é uma parte indivisível no tempo.

Troco valores, me perco em conceitos, busco constantes, tendo ao caos e a cada instante me transformo. Se rodar, me alegra o superar-se.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Sigo cantando

Casa da Vó Lurdes - Santa Rita de Caldas, MG (06/11/2010)

Eis que surge o menino, carregando nos ombros um violão. Em uma das mãos segura uma bolsa que expressa seus tons de verde. Dentro dela existem valores e também seus demais pertences. Os valores combinam com as cores, porém muitos deles irão desertar.

No olhar do menino há grandes sonhos. Ele mal compreende a vida e o que o rege é sua intuição. Enquanto o vejo, o reconheço ao longe pois, de toda sua melodia só me sugere partes.

A sede do saber o envolve como uma áurea cintilante. Seria assim se o pudessem ver naquela tarde de domingo. Escolhas, desejos, deidades. O que muda é o que ocupa fortemente o espírito.

O menino segue com seu violão (vide voto), mas nem tudo é igual. Nem o homem e nem as águas do rio são as mesmas enquanto o homem lava seu rosto. Ambos se movimentam em um fluxo contínuo, cada parte é unica e nenhuma se separara. Ai! como isso é divino! É como uma música.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Eu e a Cidade

Thermas Antônio Carlos - Poços de Caldas - MG (22/11/2007)

Vejo a cidade que surge por entre as montanhas, uma ponte cresceu, uma árvore caiu e os carros continuam indo. Caminho em suas ruas, observo mentes poluídas que circulam por entre os faróis. Há pessoas andando em linha reta, seus valores estão jogados pelo chão. Eu, ao contrário, joguei os meus no lixo, para que ninguém os visse. Onde estão meus amigos? Quão distantes estão? Sobre o que falaremos?
Agora estou olhando pra mim, quem me vê é a tristeza. Devo estar sujo também, já que não encontro a beleza. Só as músicas continuam belas, estão ricas em harmonia. Mas não são as mesmas, não sou o mesmo. Sobre o que falarei?