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domingo, 2 de agosto de 2009

Solidão e Amor

Espetáculo "A Dança" - Teatro da Urca, Poços de Caldas - MG (25/07/2009)

Hoje falo da solidão e de sua plenitude. De seus peculiares momentos e sensações. Dos prazeres e desprazeres que somente ela oferece. Duas pessoas não são capazes de senti-la nesta forma em que impulsiona. Sentem em sua forma medíocre, que quando em presença a companhia é vazia. Falo da felicidade desacompanhada, livre de laços e apegos. Sempre disposta e preparada para vislumbrar o sublime.
Mas hei que irei falar de Amor. Deste que é só entre duas pessoas. Que deixa a solidão de lado por mais que seja plena, pois sua força é bem maior. Sendo incapaz de senti-lo, restrinjo minhas palavras aqui. Meu receio é não ser poeta.

sábado, 27 de junho de 2009

A plenitude da solidão

Blue Nude - Matisse

Conversando comigo me perguntei - De onde vêm suas palavras? Que máquina ou ser incognoscível te impulsiona a proferi-las? Se elas sempre estiveram com você por que só agora às revelam? - Sob uma perspectiva mais sistemática eu diria que são questões complexas e que devem ser deixadas de lado, mas observando meu íntimo, digo que a grande causadora é a solidão.
A solidão é sempre vista como sinônimo de tristeza, mas vivenciando-a tenho outra perspectiva. Ela impulsiona. Quem contar minha história dirá que fui mal amado e que não tive outra escolha, mas como eu mesmo posso contá-la, digo que tive (e terei) grandes amores, porém não por isso, vou deixar de "amar a nossa falta mesma de amor". Acho correto pensar que só serei feliz com alguém, quando for feliz comigo mesmo e como ser feliz consigo mesmo sem aprender a conviver com a solidão?
Aliada ao perfecionismo e
à expectativa de afeto, a inspiração para a escrita surge como o vento, sem origem certa mas perceptível ao comprazer da pele.