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quinta-feira, 28 de março de 2013

Imprescindível olhar

The Strana Forandola - Henri Matisse (1938)

É com nosso singelo e idôneo corpo
que atuamos no espetáculo do mundo.
Com ele também navegamos
pelo balanço das sensações.
Sejam em dias úmidos de chuva
ou em tardes serenas de violão.
Cada fato e cada escolha é nele contido.
Revelando assim, a silhueta do tempo
construindo uma história.

Munido dessas percepções,
o outro corpo que olha se deleita.
Satisfeito, sorri.
Pois quantos mistérios tem em mãos?
Quantos segredos passeiam
por entre as carícias de seus dedos?
E absorto em devaneios,
aprecia o aroma do instante
num demasiado encanto.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O Beijo Tácito


Odalisca com calça vermelha - Matisse (Pinacoteca de São Paulo - 23/10/09)

O fruto teve princípio no retiro.
Manifestou-se doce ao olhar alheio.
Rupturas o tornou claro
e as quimeras lhe trouxeram anseio.

Parcas coxas entre desejos,
emaranharam seus cabelos.
E o indício do suspiro breve
tilintaram bodas nos seus dedos.

O brado canto da sereia,
evoca a sensação vadia.
No amargo beijo da volúpia
de júbilo verteu-se vazia.


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A Galáxia Internet

Observatório - São Carlos - SP

Tinha em mente a distância e o sentimento que sufoca quando fez prover aos dedos a noção de uma palavra. E a palavra se fez sinais, luz e depois sinais.
Em meio tempo era outro espaço, outro corpo, mas o sentimento era idêntico e os sinais tornaram-se a palavra.
Eis que então riam pra ela e caçoavam a linguagem, indagando: Que símbolo és tu dentro do meu peito? Hei de existir somente a dois.
E baldados por emoções intransitivas ao meio, enfrentavam o superar-se. Suspirando euforias num findar de anseios.
Não cultivavam verdades, evitando os perigos em palavras restritas, mas exaltavam as singelas sensações em momentos de carícias.
Determinante era a esperança ao resplandecer dos olhos, que sussurrando sonhos brilhavam. Conectados em coragem.