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segunda-feira, 4 de março de 2013

O Amor que Dança e Movimenta.

Hotel Fazenda Vale das Grutas - 07/09/2012

Também me pergunto se aquele inefável sentimento
se ajusta a vida,
se ele gira,
se é capaz de dançar...

Dizem que é eterno e imutável,
que nunca se engana
e que corrige vazios.

Mas findado assim em palavra
será mesmo capaz de abraçar?

Necessito de mais poesia,
do colorido nos olhos
em cada fio de cabelo.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Aquele Olhar

Black Scketch - Matisse

Do inesperado fez-se o acalanto
e o silêncio numa espécie de encanto
deu aos olhos o seu dançar.
Que sem palavras conversavam,
sorriam e se tocavam,
desprovidos do julgar.

Da ausência de símbolos surge o beijo,
que aflorado em desejo,
fustiga meu juizo.
Já não sou são, vão ou triste,
ilusão se quer existe
e ainda assim não estou perdido.

A pele convidativa,
o suor desconcertante,
o cheiro charmoso
e um mistério intrigante.

A silhueta do corpo
me tornando sujeito.
De cabelo emaralhado,
nos olhos me deleito.

Convivo com todas elas,
sussurando-as tão belas,
cheias de cores e alegria.
Mas nem dispondo-as assim explico.
Ai de mim se mistifico
que aquele olhar é poesia.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Sobre a Coragem

Le Lanceur De Couteaux - Henri Matisse (1943)

A menina encarou o enfrentar-se pedindo dois copos de júbilo efêmero. Chegar à constância era tão simples e mesmo assim ela não entendia por que o abismo sempre continuava olhando-a na manhã seguinte. Ao chegar no banheiro, o espelho apontou por onde começar enquanto ela ajeitava seus cabelos. Descuidou-se e chorou por uns instantes.

Noite à dentro flertou com o vazio, mas seus amigos estavam lá para protegê-la, levando-a para pensamentos tão sublimes quanto distantes, breves. E era somente no dançar que a voz surgia e a menina percebia que um sentimento estranho sincronizava com seu ritmo. Porém, descuidou-se novamente.

Num subterfúgio, apaixonou-se loucamente pela liberdade que conquistara, valorizando tudo o que lhe tira de seu eu e da clareza de suas fraquezas. Penso comigo que desse mar não surge estrelas e o que resta é só o fosco brilho das sombras projetadas em uma calmaria de domingo.

Mas se ela se superar e aceitar o caos que existe em nós, começará a entender o vento nas copas. E a partir de então, confrontará o desafio, pois quando estiver gozando símbolos e contemplando abraços em noites frias o demônio lhe surgirá como num sonho, perguntando:

- Serás capaz de viver sem isso?

E olhando o desgaste de cada símbolo, de cada palavra e de cada sinal deixado na areia a verdade lhe repousará e todos seus valores sucumbirão na alma. Coragem! Grita o demônio que ainda a contempla, porque nada é para sempre e a faca que separa os laços é suave.

Então, quando o sabor dessa tragédia adoçar seu ritmo, deseje tudo de novo.
Só assim perdurará seu sorriso.

domingo, 5 de julho de 2009

Apenas saiba escutar a música



Achei muito criativa a mensagem deste vídeo (gravado na Festa Literária Internacional de Paraty) que de uma maneira bem simples e perspicaz pôde transcrever esse instante mágico que faz parte da dança.

Alguém surge e lhe estende a mão. Os olhares são mais expressivos que as
palavras e os gestos são singelos. Saber escutar é sentir a música. É saber ouvir o momento e o movimento do corpo que se tornam naturais. São assim como o calor das mãos brandas unidas e das lembranças que ficaram para trás. Na distração nunca estamos presentes, mas com a dança isso é diferente. Pois quem é capaz de pensar no que se foi e no que está distante, se o que te move é pensar neste instante?