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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Amores de Inverno

Sobre o céu do Paraná (11/09/09)

Amores de verão são desses que vêm e vão e quando em vão, não deixam nada. Passam assim de rasteira, como noites de bebedeira, repletos de "talvez" e "não". Inundam de palavras o instante, quem dera fôsseis penetrantes, mas rasas só afundam o silêncio. Amores assim, são cheios de puerícia, não instigam se quer uma carícia e sob evasão, cede seu prestar-se.
E as almas coitadas, saem todas desgastadas. Por não falarem de sonhos já nem brilham. Repudiam as cores da tarde e as estrelas que caem.
Quero mesmo é um amor de inverno, quentinho, leve e terno, embaixo do cobertor. Que sorrindo, cochila em meus braços e sua nuca envolvida num laço, aos beijos é favorável. Com esse serei cuidadoso, romântico e também carinhoso, ao sondar de cada suspiro. E conversando no vão sem tempo, sonolento mas ainda atento, adormeço, pois estais comigo.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Solidão da Alma

The French Window at Nice - Matisse

Hoje a solidão tem um peso maior mesmo eu tendo pessoas ao meu lado. Solidão essa inexplicável, que me conduz ao vazio em mim mesmo. Existirá solidão da alma? onde as questões de espaço e tempo não têm sentido? Pois não seria a diferença entre a solidão (essa que conhecemos) e uma companhia apenas o intervalo de tempo entre um momento e outro?
Note que nem o espaço necessita ser considerado, pois podemos estar em um mesmo lugar acompanhados ou não, porém com dois instantes distintos. E quando esta questão de tempo é desprezível? existirá a solidão por si mesma, sem a necessidade de ser a falta de alguém?