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sábado, 11 de dezembro de 2010

Sobre Valores, Instruções, Códigos e Linguagem

Ipê-branco UFSCar, São Carlos - SP (26/07/2010)

Somos como variáveis e recebemos diversos valores na medida em que as instruções da vida são executadas.

A todo momento aprendemos diversas dessas instruções. Nem sempre às entendemos e penso que são nossos olhos. Não estão acostumados com o brilho fora da caverna, pois depois que as cores tornam-se formas, não é difícil enxergar a beleza das curvas que as definem. É necessário porém, certos olhares. Uma atribuição direta de sensibilidade.

Todo código que nos expressa é complexo e como não se bastasse isso, a linguagem é restritiva. Limita tudo aquilo que sinto, tudo aquilo que intuo e que não sou capaz de compilar em minhas sensações.

Meu desejo é menor que pouco. Se média igual a seis então escrevo "tudo bem". Mas devo mesmo é ir de um até o infinito buscando a posição do maior conhecimento. Nessa função retorno a quem chamar todo o meu saber. Nem sequer preciso de parâmetros.

As instruções da vida se repetem em um loop indefinível, e cada condição, cada escolha, cada valor e até mesmo cada erro estarão nas mesmas linhas do programa, será como um eterno retorno. E com isso, todo código que escrevo, digo ou faço tem agora um peso mais pesado. É maravilhoso!

Se (é possível) and (tenho fatos) então pode não ser sempre assim. Uma sinfonia não precisa de verdades, mas sim de dons, de artistas. Assim é o programa da vida, como uma arte. Não o vejo tão exato (mas cá entre nós ele não é tão aleatório assim), o sinto como uma música onde cada nota é uma parte indivisível no tempo.

Troco valores, me perco em conceitos, busco constantes, tendo ao caos e a cada instante me transformo. Se rodar, me alegra o superar-se.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Me Confundo com o Vento

Nascer do Sol - São Francisco do Sul - SC (05/01/09 - by Jo)

Chamei de medo aquele muito pensar, ou aquele aceitar faz de contas que em meio ao tudo gira faz parar. Calei o silêncio eloqüente cantando para o sol enquanto acariciava cada fio iluminado. Quis ser como o vento encantando o topo das árvores e afagando suave o rosto da menina. Mas fui como a música, despida de receios, esperando o fustigar ao ser tocada. Era eu quem embalava os corpos sedentos, fartando o violão ao dedilhar daquelas notas e saciando a sede de um molhado beijo tácito.

Não falei de fraquesas, porém quão grande a surpresa
ao perceber segurança no olhar.
Cativante era a singeleza que por não falar de tristeza
abriu no instante um sorriso.
Lembrei do paraíso, que do instante faz seu piso
e das sensações o eternizar
.
Quis ficar mais um pouco, me deixando ainda mais louco,
mas o retornar era preciso.