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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sobre Símbolos que Criamos

Restaurante Original - Florianópolis, SC (13/10/11)

O trigo louro está sujeito à cor de seus cabelos.
É o preço por se deixar cativar.
Tão caro quanto deixar o sol morrer.
Ao seu lado.

No embrulho haviam canções.
Encenavam tudo aquilo que vivi.
E os restos de um aroma eloquente
ainda clamavam o toque dos meus dedos. 

Sonhos deixados de lado. 
Livros que nem li.
E o violão, agora calado.

Cada símbolo recai na lembrança do que não foi.
E nos comprazeres de um pé descalço na areia.
Apaga-te chama, me deixa dormir.
Outra estrela brilha.
Nem posso tocá-la.


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

As Ondas e o Castelo

Praia de Copacabana - Rio de Janeiro, RJ (18/07/09)

Arrojei obesas lembranças, mas coloquei em ordem a descrição do que senti. Preferi, e foi mais fácil, falar de outrem, não sendo capaz de falar de mim. Invejei as crianças e seus castelos, pois não têm medo das ondas que estão por vir. Não se preocupam com a labuta em dias de sol mas se ocupam, entorpecendo-se de fantasias. E se no fim da tarde as ondas não virem, põem à baixo o que será a conquista de um novo dia. É sutil a segurança em um mar desconhecido. É assim como o balanço de cegos desejos ou a correnteza te levando comigo.