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quinta-feira, 28 de março de 2013

Imprescindível olhar

The Strana Forandola - Henri Matisse (1938)

É com nosso singelo e idôneo corpo
que atuamos no espetáculo do mundo.
Com ele também navegamos
pelo balanço das sensações.
Sejam em dias úmidos de chuva
ou em tardes serenas de violão.
Cada fato e cada escolha é nele contido.
Revelando assim, a silhueta do tempo
construindo uma história.

Munido dessas percepções,
o outro corpo que olha se deleita.
Satisfeito, sorri.
Pois quantos mistérios tem em mãos?
Quantos segredos passeiam
por entre as carícias de seus dedos?
E absorto em devaneios,
aprecia o aroma do instante
num demasiado encanto.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Troca de Olhares

Odalisque 1923 - Matisse

Sim, deve ter sido o jeito de olhar, o jeito de arrumar os cabelos, que me tomou aquele instante. Não foram as palavras mudas, nem o franzir de orelhas, alinhadas, ouvindo o que se passa.
Séria, só cortejava ensejos, sorrindo como se quisesse um beijo.
Molhava suave seus lábios, movimentando seu discurso e me dividindo pelo meio.
Ajeitava o pescoço tocando seu rosto, no apalpar de sons, me instigava uma sinfonia, ficava assim, regendo notas... nem sequer perdia a melodia.
Mas não é sobre isso que falo, é sobre o timbre de voz, o cheiro aprazível e a lembrança tênue. Foram tantas...