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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Gota que cai


Eu sou só um grão de areia
Que o vento brinca de tocar
Felicidade é lua cheia
E o amor é como o mar

Caminhos que se cruzam com o meu
Sinais de quem passou
Só a onda entendeu
E a marca levou

Pois tudo que faço
É uma gota que cai
Depois de um breve abraço
A onda se vai

domingo, 14 de novembro de 2010

Sobre o tempo de aprender

Bodegas y Viñedos Familia Cecchin - Mendoza - Argentina (08/07/10)

Ontem à noite, enquanto apreciava um vinho ao som de Romaria (letra de Renato Teixeira), fui tomado por algumas reflexões...

Lembrei-me de uma situação, mas todo o período também me veio à tona, em que num dia qualquer eu estava trabalhando na Zona Azul (em Poços não é parquímetro) e um coordenador da área veio até a quadra onde eu estava verificar se estava tudo correto, ou seja, estava exercendo sua função. Nós fiscais da Zona Azul éramos responsáveis por colocar (vender) os cartões de estacionamento nas principais ruas do centro da cidade e os coordenadores responsáveis por nos orientar, acompanhar nosso trabalho.

Foi uma fase muito interessante pra mim, mas dessa vez vou me atentar ao fato. O coordenador ali presente, que partilhava sua prosa, já era uma pessoa de grande cultura e me presenteava com histórias reflexivas tão aprazíveis (até coloquei uma nesse estilo ao final do texto). Eu apesar de meus limites, às ouvia com toda a atenção. E é justamente sobre esses limites que quero me referir nesse texto.

Enquanto me falava sobre o quanto gostava de Elis Regina, o coordenador mencionava a grande habilidade da cantora ao gravar seus discos, sempre com poucos ou nenhum erro durante o processo de gravação e brincando, dizia que os grupos de pagodes atuais (naquela época) deveriam gravar pelo menos umas dez vezes para ficar tão perfeito quanto Elis.

Eu estava longe de entender essa perfeição ao qual falava e para mim, as músicas eram todas iguais. Músicas boas são as que tocam em todos lugares, que fazem sucesso. Belo engano. O que é tangível ao gosto se salienta na posteridade.

Sempre que descubro uma forma de pensar e na medida em que o tempo passa as idéias vão ficando mais claras, tornando-se maduras, um contentamento me invade. Penso que para a música popular brasileira ter chegado até mim teve seu tempo (cerca de uns seis anos). Sendo esse necessário ou não, vejo o agora.

É assim a vida? Pois bem, outra vez.

Um velho homem sábio pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.

_ "Qual é o gosto?" perguntou o velho homem sábio.
_ "Ruim" disse o aprendiz.

O homem, então, sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:

_ "Beba um pouco dessa água".

Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o homem perguntou:

_ "Qual é o gosto?"
_ "Bom!" disse o rapaz.
_ "Você sente o gosto do sal?" perguntou o velho.
_ "Não" disse o jovem.

O homem então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:

_ "A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido das coisas.
Deixe de ser um copo. Torne-se um lago..."

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Desenhar é Explicar uma Idéia

Pinacoteca do Estado de São Paulo - Praça da Luz - SP (23/10/2009)

Quando me propus a elaborar, na medida do possível, algumas postagens para o meu blog (cerca de 5 meses atrás), achei que seria interessante indicar uma imagem que fosse relacionada ao tema discutido no texto. Não conhecia a fundo nenhum pintor, porém me recordei de um outro dia, em que, ouvindo a música Belfast de Katie Melua, me atentei ao artista que ela citava em sua letra e fiz uma leve pesquisa sobre ele.
Aderi de prontidão à suas obras (como uma espécie de amor a primeira vista) e por mais que elas nem sempre retratavam os pensamentos que eu descrevia em meus textos, seu refinamento e simplicidade sempre aprimorava a estética do site.
O mais interessante foi mesmo conhecer melhor o autor aproveitando o período de exposição de algumas de suas obras, onde pude perceber que seus princípios realmente combinavam com meu feitio (não foi somente uma paixão avassaladora) e seus grandiosos estudos buscando tirar do simples o máximo, dar cores vivas as pinturas (por mais que seja tachado de fauve) dar outra perspectiva aos objetos e ainda dar um tom musical a suas obras, me envolveram em um razoável entendimento.
Quem quiser conferir ainda dá tempo, estarão por aqui, no Brasil, até o dia 02/11/2009.
Aproveitem, vale muito a pena. Mais informações sobre a exposição em Site da Pincacoteca
e mais informações sobre Matisse em Google =P

Dias 30 e 31 de outubro; 1 e 2 (Feriado) de novembro a Pinacoteca estará aberta até as 20hrs, para a despedida das exposições de Matisse e do Cubismo.



terça-feira, 25 de agosto de 2009

Me Confundo com o Vento

Nascer do Sol - São Francisco do Sul - SC (05/01/09 - by Jo)

Chamei de medo aquele muito pensar, ou aquele aceitar faz de contas que em meio ao tudo gira faz parar. Calei o silêncio eloqüente cantando para o sol enquanto acariciava cada fio iluminado. Quis ser como o vento encantando o topo das árvores e afagando suave o rosto da menina. Mas fui como a música, despida de receios, esperando o fustigar ao ser tocada. Era eu quem embalava os corpos sedentos, fartando o violão ao dedilhar daquelas notas e saciando a sede de um molhado beijo tácito.

Não falei de fraquesas, porém quão grande a surpresa
ao perceber segurança no olhar.
Cativante era a singeleza que por não falar de tristeza
abriu no instante um sorriso.
Lembrei do paraíso, que do instante faz seu piso
e das sensações o eternizar
.
Quis ficar mais um pouco, me deixando ainda mais louco,
mas o retornar era preciso.