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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Sobre a Criação


Xote - Óleo sobre tela. Outubro 2013

Onde estavam as palavras
antes de se disporem
na melodia do artista?
Quais eram seus sabores?

E essas coisas que dizem os poetas?
É necessário vida?
Ou a sinfonia pairava
por entre seus dedos?

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Todos os dias devemos criar

Memorial da Resistência - São Paulo, SP (23/10/2009)

Em um cantinho, a aranha tece seu tricô em pontos altos e baixos.
A formiga não sai da linha, mesmo ao carregar sua cruz.
Lá do alto, a abelha viu margaridas sorrindo.
Desceu para beijá-las.
E assim, cada ser concebe seus instintos.
Ninguém se questiona.

O menino está sentado à direita do Pai.
Que bebendo um pouco d’água, aprecia a obra. 
Já cansado, ele limpa o suor e assenta mais um tijolo.

Lá fora uma sacola dança.
E a criança sorri contemplando o espetáculo do mundo.

Todos os dias devemos criar e respeitar nossa natureza. Contrair para si a realidade em um particular movimento interior. E uma vez maduro, expressar sua força no movimento do mundo.
Não é assim uma semente que germina? Que no seu vir-a-ser toca o imprevisível e faz arte?
Guardo comigo cada fato na linha ininterrupta do tempo.
E amo o fato. Aquilo que é e tudo o que ficou para trás.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sobre os caminhos que trilhamos

Toque toque pequeno, São Sebastião - SP (11/10/2010)

Será mesmo o superar-se mais forte do que qualquer amor? Reflexos desse último, ao que parece, me cessam o movimento e me impedem de acompanhar o ritmo da vida.

Vejo dois caminhos distintos que somente em desejos se cruzam. A solidão sim, é sempre companheira e nem por isso, triste é meu ser.

Cada escolha traz consigo uma fé. E a verdade paira sobre a certeza dos homens.
Só, viverei buscando momentos e para cada instante preservarei uma sensação. Serão como infinitos paraísos.

Sigo ainda com esperanças. Esperança de que um dia nos comuniquemos por olhares, pois cada palavra é um abismo de suposições. E a sua beleza será então a minha sintonia.

Oscilo entre as veredas de cada sinal deixado na areia. Onde chegarei? Somente o percurso é sensato. Me transforma a cada passo em direção a mim mesmo.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Sentimento Sem Nome

Balancement - Kandinsky

E quando surge este sentimento sem nome? Que aproveitando do meu vir a ser, se esgueira por detrás da tarde e toca a estrutura feita de cada parte desse seu jeito. Anônimo, se encosta no meu peito e susurra pensamentos incômodos. Nem a solidão, que é plena, consegue distinguí-lo. Clama uma mão estendida e pede auxílio às carícias.

Já o chamei de saudade
medo e até mesmo solidão
porém, não me deu atenção
e despresou o que mediquei.

Agora, vou lhe observando de lado
no escuro, um pouco afastado
conversando com os demais
e me informando sobre sua sina.

Então, lhe atacarei veemente
num dia claro
lhe olhando de frente
mas sei, retornarás ainda.