Mostrando postagens com marcador Sonhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sonhos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Sigo cantando

Casa da Vó Lurdes - Santa Rita de Caldas, MG (06/11/2010)

Eis que surge o menino, carregando nos ombros um violão. Em uma das mãos segura uma bolsa que expressa seus tons de verde. Dentro dela existem valores e também seus demais pertences. Os valores combinam com as cores, porém muitos deles irão desertar.

No olhar do menino há grandes sonhos. Ele mal compreende a vida e o que o rege é sua intuição. Enquanto o vejo, o reconheço ao longe pois, de toda sua melodia só me sugere partes.

A sede do saber o envolve como uma áurea cintilante. Seria assim se o pudessem ver naquela tarde de domingo. Escolhas, desejos, deidades. O que muda é o que ocupa fortemente o espírito.

O menino segue com seu violão (vide voto), mas nem tudo é igual. Nem o homem e nem as águas do rio são as mesmas enquanto o homem lava seu rosto. Ambos se movimentam em um fluxo contínuo, cada parte é unica e nenhuma se separara. Ai! como isso é divino! É como uma música.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A Galáxia Internet

Observatório - São Carlos - SP

Tinha em mente a distância e o sentimento que sufoca quando fez prover aos dedos a noção de uma palavra. E a palavra se fez sinais, luz e depois sinais.
Em meio tempo era outro espaço, outro corpo, mas o sentimento era idêntico e os sinais tornaram-se a palavra.
Eis que então riam pra ela e caçoavam a linguagem, indagando: Que símbolo és tu dentro do meu peito? Hei de existir somente a dois.
E baldados por emoções intransitivas ao meio, enfrentavam o superar-se. Suspirando euforias num findar de anseios.
Não cultivavam verdades, evitando os perigos em palavras restritas, mas exaltavam as singelas sensações em momentos de carícias.
Determinante era a esperança ao resplandecer dos olhos, que sussurrando sonhos brilhavam. Conectados em coragem.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Amores de Inverno

Sobre o céu do Paraná (11/09/09)

Amores de verão são desses que vêm e vão e quando em vão, não deixam nada. Passam assim de rasteira, como noites de bebedeira, repletos de "talvez" e "não". Inundam de palavras o instante, quem dera fôsseis penetrantes, mas rasas só afundam o silêncio. Amores assim, são cheios de puerícia, não instigam se quer uma carícia e sob evasão, cede seu prestar-se.
E as almas coitadas, saem todas desgastadas. Por não falarem de sonhos já nem brilham. Repudiam as cores da tarde e as estrelas que caem.
Quero mesmo é um amor de inverno, quentinho, leve e terno, embaixo do cobertor. Que sorrindo, cochila em meus braços e sua nuca envolvida num laço, aos beijos é favorável. Com esse serei cuidadoso, romântico e também carinhoso, ao sondar de cada suspiro. E conversando no vão sem tempo, sonolento mas ainda atento, adormeço, pois estais comigo.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Sondando os Dons

Centro Cultural e Educacional Kaffehuset Frielle - Rod. Poços de Caldas - Palmeiral Km 12 (24/07/09)

Que cores são aquelas detrás dos bambus? Será um pote de ouro no fim do arco-íris? Mas olha, tem anjos brincando também! São eles quem pintam as cores. Mas nem todos fazem isso, outros cantam e fazem sons, cada qual sondando seu dom. Não usam as asas mas eles correm, e como eles correm! espalham sorrisos e pisam descalços o chão.
Alguém está contando uma história e não é só as palavras do livro que ela lê, ela percorre cada olhar e no brilho de cada um ela se vê. Declamou um bocado de sonhos, fez de cada pausa um eterno acalento. Sorriu ao terminar seu prestar-se. Não reclamou nada por isso.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A Alegria de Viver

Joy of Life - Matisse

Outro dia tive mais um destes sonhos estranhos. Já faz um certo tempo, porém foi bem marcante para algumas questões reflexivas. Sonhei que estava morto e que caminhava ao lado de uma bela garota, ao meu ver ela era a própria morte. O local onde caminhávamos não se parecia com nada do que imaginamos ser o paraíso ou o inferno, era um simples jardim. Não haviam outras pessoas conosco e íamos em direção ao pôr do sol enquanto conversávamos. Eu, aproveitando desse "tão esperado" momento, fiquei muito empolagado com a oportunidade de sanar algumas inquietudes e comecei questionar a garota sobre as principais questões que perturbam qualquer ser humano - Para onde vou agora? De onde eu vim? Somos seres incompletos? Existe uma Verdade a qual buscamos? - Não me lembro detalhantamente as respostas que obtive, mas por incrível que pareça ela revelava somente as coisas das quais eu mesmo havia pensado em vida. Foi então que no próprio sonho eu pensei - Se eu estou sonhando e somente a percepção que tenho do mundo é conhecida, nada além disso poderia fazer parte do meu entendimento - então me dei conta que a mente da morte era a minha. Acordei frustrado.
Apesar dessas perguntas serem de extrema importância, consigo conviver muito bem sem suas respostas, e uma vez que não podemos ter conhecimento daquilo que excede os limites da nossa realidade, creio que devemos olhar para o mundo, com um olhar de criança. Agindo sem medo de ser feliz e contemplando essa imensa alegria que é a de viver.