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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sobre Símbolos que Criamos

Restaurante Original - Florianópolis, SC (13/10/11)

O trigo louro está sujeito à cor de seus cabelos.
É o preço por se deixar cativar.
Tão caro quanto deixar o sol morrer.
Ao seu lado.

No embrulho haviam canções.
Encenavam tudo aquilo que vivi.
E os restos de um aroma eloquente
ainda clamavam o toque dos meus dedos. 

Sonhos deixados de lado. 
Livros que nem li.
E o violão, agora calado.

Cada símbolo recai na lembrança do que não foi.
E nos comprazeres de um pé descalço na areia.
Apaga-te chama, me deixa dormir.
Outra estrela brilha.
Nem posso tocá-la.


terça-feira, 1 de setembro de 2009

A Arte de Conversar

Cachoeira das Almas, Floresta da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ (19/07/09)

Cada pensamento é um símbolo e cada símbolo é um som, uma flecha ou uma carícia. Quando vacilam no espaço multiplicam anseios e quando sopram, galgadando montanhas, esculpem pedras maltratadas, polindo nelas parcas formas de esperança.
Fogosas ao céu da boca as palavras iluminam dez enganos, um motivo pelo qual acende vontades com potência. Mas nem tudo deve ser dito, quem contempla o som deve estar preparado, pois ora entende os segredos, ora o lugar não tem o tempo certo. Prudente, guardarás na ponta da língua cada desejo, e então os encaixarás como desígnos no espaço.
Ao declarar seus pensamentos o ser transfigurado sorri, balbuciando persuasivos gestos simples. Sem mais nem menos se seduz em proporções. Não faz nenhum esforço.